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SPORT LISBOA E BENFICA

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Sport Lisboa e Benfica

O Sport Lisboa e Benfica é um clube multidesportivo sediado na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa, Portugal. O seu eclectismo, historial e forte base de adeptos fazem do Benfica um dos Grandes clubes de Portugal e um dos mais prestigiados a nível mundial. As cores do clube são vermelho e branco, a equipa tem a alcunha de Águias ou Encarnados e os seus apoiantes são chamados de Benfiquistas. A principal modalidade do clube é o futebol, mas distingue-se também noutras, como o andebol, o basquetebol, o futsal, o hóquei em patins, o voleibol, entre outras.

Sócios e adeptos

As estimativas em relação ao número de adeptos apontam para cerca de 14 milhões espalhados por todo o mundo. Segundo o Guinness, o Benfica era o clube do mundo com mais sócios activos, cerca de 160.000 em 2006, atingindo em 2014 os 235.000 sócios. Este número foi confirmado pela FIFA na revista The Weekly em Fevereiro 2014, o que fez do SL Benfica o clube com maior número de sócios do mundo.

No final do processo de renumeração levado a cabo pelo Benfica, algo a que está estatutariamente obrigado de dez em dez anos, o Benfica viu o número de associados cair abruptamente. Assim, dos 247.859 anunciados em Maio de 2015 os “encarnados” passaram para 156.916.

Em 27 de novembro 2015, o FC Bayern Munique anunciou durante a assembleia geral que tem 270.329 sócios, que faz os bávaros o maior clube desportivo do mundo. Além de ser o clube português com maior número de adeptos, é segunda a UEFA o clube europeu com a maior percentagem de adeptos no seu próprio pais, com um valor na ordem dos 47 por cento e o maior clube do mundo no que a número de sócios diz respeito de acordo com a FIFA e o Guiness World Records.

É o vigésimo sexto clube de futebol mais rico do mundo, em termos de lucro, com um volume de negócios anual de cerca de €126 milhões, e está avaliado como a trigésima oitava marca futebolística mais valiosa no mundo. O lema do Benfica é "E pluribus unum" De muitos, um e o seu hino oficial é "Ser Benfiquista".

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Importância social

Foi considerado pela IFFHS como o nono melhor clube europeu do século XX e foi eleito pela FIFA o 12.º maior clube de futebol do século XX, sendo o primeiro entre os clubes portugueses. O Benfica é o clube mais bem sucedido em Portugal 72 títulos, e um total de 75, incluindo as provas internacionais, sendo o único clube que ganhou todas as competições portuguesas.

O Benfica ganhou 34 títulos da Primeira Liga, 25 Taças de Portugal 4 das quais consecutivas – com um recorde de 10 dobradinhas – 5 Taças da Liga 4 das quais consecutivas, 5 Supertaças Cândido de Oliveira e 3 Campeonatos de Portugal com um recorde de 2 consecutivos.

Em 2014, o Benfica conquistou o inédito triplo triplete da Primeira Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga. Também ganhou a Supertaça, tornando-se o único clube a ganhar os quatro títulos domésticos num ano.

Além disso, é também o único clube que ganhou mais vezes a Primeira Liga e a Taça da Liga num único ano. O Benfica tornou-se a primeira equipa portuguesa na história dos campeonatos a completar 30 jogos sem perder, nomeadamente nas épocas 1972–73 e 1977–78. Também na época 72-73, o Benfica conseguiu a maior diferença de sempre de pontos do campeão para o segundo classificado 18, num sistema em que era atribuído 2 pontos por cada vitória. O Benfica também tem o recorde europeu para o numero de vitórias consecutivas numa liga domestica 29, entre 1971–72 e 1972–73, assim como o recorde de maior numero de jogos sem derrotas 56, entre 1976–77 e 1978–79.

Segundo a BBDO, a marca Benfica ocupava, em 2007, a 17.ª posição das marcas de futebol mais valiosas da Europa. O Sport Lisboa e Benfica está atualmente na 6ª posição no ranking de clubes da UEFA e na 12ª no ranking mundial da IFFHS.

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Os primeiros anos

Em 28 de Fevereiro de 1904, um grupo de 24 ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa, de onde se destacava a figura de Cosme Damião, cria, nas traseiras da Farmácia Franco, na zona de Belém, o Sport Lisboa com uma única secção, a de futebol. Nessa reunião histórica, ficaria definido que o recém-criado clube jogaria de vermelho e branco e que teria no emblema uma águia e o moto "E Pluribus Unum".

O primeiro campo de jogos foi na Quinta da Feiteira, mas os tempos eram difíceis. Devido a problemas financeiros, vários jogadores da primeira equipa abandonam o Benfica para o mais abastado Sporting, o que deu início a uma rivalidade que perdura até os dias de hoje e contribuiu para que em 1908, se desse a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica, clube que tinha como prática o ciclismo, levando à origem do atual emblema com a introdução da roda de bicicleta e ao nome definitivo: Sport Lisboa e Benfica. Contudo, as dificuldades mantêm-se.

Nestes primeiros tempos, o Benfica salta de campo em campo: Em 1913 muda-se para Sete Rios, mas, devido à elevada renda, quatro anos depois, vê-se obrigado a mudar para o campo de Benfica, onde em 1919 efectua, pela primeira vez em toda a Península Ibérica, jogos nocturnos. Em 1925, compra uns terrenos nas Amoreiras e fica pela primeira vez proprietário de um estádio, com capacidade para 15 000 espectadores.

É neste estádio que o Benfica conquista os primeiros títulos nacionais. Entretanto, já o Benfica tinha criado as secções de hóquei em patins, hóquei em campo, râguebi, basquetebol, andebol, bilhar e voleibol. A 5 de Março de 1932 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.

Os primeiros campeonatos nacionais de futebol arrancam em 1934 e, após perder a primeira edição, o Benfica vence as três seguintes entre 1936 e 1938, já após de vencer dez Campeonatos de Lisboa. Em 1940 o Benfica vence a sua primeira Taça de Portugal. A 11 de Janeiro de 1936 foi feito Oficial da Ordem de Benemerência.

No início dos anos 40, o Benfica volta a mudar-se, desta vez para Campo Grande. É neste campo que o Benfica luta contra o domínio do Sporting. No ciclismo, é de destacar a importância de José Maria Nicolau, vencedor de duas edições da Volta a Portugal na década de 1930 e que de camisola encarnada espalhou a admiração pelo clube a todo o país, numa altura em que a televisão não existia e poucos jornais existiam.

Na década de 1940, o Benfica é campeão por três vezes, em 1942, 1943 e 1945, e conquista a Taça de Portugal em quatro ocasiões: 1940, 1943, 1944 e 1948. Nesta década, cria as secções de xadrez e damas, cicloturismo, tiro com arco, pesca desportiva e campismo.

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A década de 1950

Em 1950 o Benfica atinge o seu primeiro grande feito internacional com a conquista da Taça Latina. Após ultrapassar a Lazio de Roma nas meias-finais, o Benfica defronta o Bordéus na final que, depois de um empate a três, foi repetida uma semana depois, acabando aí por ser o Benfica a ganhar por 2–1, com o golo decisivo a ser marcado, após dois prolongamentos, ao minuto 146.

O clube encarnado foi o único clube português a ter vencido esta prestigiada competição, considerada predecessora da Taça dos Campeões Europeus, como consta na lista de honras da FIFA. Em 1954 chega um momento vital na história do clube: com a larga contribuição de muitos associados e simpatizantes, o Benfica inaugura o Estádio da Luz, de início com capacidade para 30 000 espectadores, onde jogaria até 2003. Com campo próprio e com a chegada de Otto Glória, que introduz o profissionalismo em toda a estrutura encarnada e adopta treinos inovadores em Portugal, o Benfica começa a fazer frente ao domínio sportinguista. Em 1954/55 o Benfica conquista o campeonato, após quatro anos com o Sporting a terminar campeão.

Na década de 50, o Benfica vence três campeonatos nacionais 1954/55, 1956/57 e 1959/60 e seis Taças de Portugal 1951, 1952, 1953, 1955, 1957 e 1959. Nos primeiros anos da década, consegue quatro vitórias consecutivas na taça. Durante esta década, em 1957, faz a terceira dobradinha da sua História, vence por 4–0 o Barcelona e participa pela primeira vez na Taça dos Campeões Europeus.

Nas modalidades, o clube cria as secções de boxe, badminton, patinagem artística e caça submarina, expandindo assim o seu eclectismo.

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A década de 1960

Em 1960 foi acrescentado um terceiro anel embora incompleto ao Estádio da Luz, aumentando a capacidade para 70 000 espectadores, ao mesmo tempo que chegava para treinador, vindo do rival FC Porto, um húngaro que teria um impacto imediato: Béla Guttmann. O Benfica sagra-se campeão nacional em 1959/60 e 1960/61, mas, mais do que isso, atinge pela primeira vez na sua História a final da Taça dos Campeões Europeus TCE, em 1961, onde defronta o Barcelona. Num jogo bastante emotivo, os encarnados vencem por 3–2 e conquistam a sua primeira taça europeia. O melhor marcador da campanha benfiquista foi o capitão José Águas, com onze golos.

Porém, no ano seguinte, o Benfica não vai além do terceiro lugar no Campeonato, mas concentrava-se em nova aventura europeia, tendo ainda, pelo meio vencido a Taça de Portugal, atingindo, de novo, a final da Taça dos Campeões Europeus. Já com Eusébio na equipa, o Benfica recupera de dois golos de desvantagem no marcador para vencer por uns sensacionais 5–3 o Real Madrid, com dois golos do Pantera Negra.

O Benfica sagrava-se bicampeão da Europa. O melhor marcador da campanha europeia voltou a ser o capitão José Águas, com seis golos.Contudo, no final desta partida, Béla Guttmann resolve sair do Benfica e lançar a famosa maldição: "Nos próximos 100 anos, o Benfica não voltará a ser campeão europeu". O que é certo é que desde então nunca mais o Benfica venceu uma final europeia, apesar de ter marcado presença em várias.

Já com Fernando Riera como treinador, recupera o título de campeão em 1962/63, ao mesmo tempo que atinge novamente a final da Taça dos Campeões Europeus. Mas desta vez sai derrotado, por 1–2 frente ao AC Milan, tendo uma lesão de Mário Coluna, a meio do jogo, sido fulcral para o desfecho. Na época seguinte, o Benfica faz o pleno doméstico, com Campeonato e Taça de Portugal vitória de 6–2 na final frente ao FC Porto e em 1964/65 chega ao tricampeonato. Pela quarta vez em cinco anos o Benfica apresenta-se em nova final da TCE, tendo, no percurso para a final, alcançado uma memorável vitória sobre o Real Madrid por 5–1, mas, mais uma vez, sai derrotado.

Defrontando o Inter de Milão em San Siro, o Benfica perde por 1–0, ficando famoso o "frango" de Costa Pereira e a lesão do mesmo, minutos depois, obrigando o Benfica a jogar grande parte da partida com dez elementos e Germano na baliza, pois na altura ainda não existiam substituições.

1965/66 revela-se a única temporada da década de 1960 sem títulos para o futebol do Benfica. Porém, na época seguinte, o título de campeão nacional regressa à Luz. Em 1967/68 chega o bicampeonato e a quinta presença na final da Taça dos Campeões Europeus em oito anos. Encontrando o Manchester United em Wembley, o jogo termina empatado a uma bola, mas, no prolongamento, os ingleses marcam três golos e vencem por 4–1. Eusébio teve uma oportunidade de ouro no minuto 90 para vencer a Taça para o Benfica, mas não conseguiu transpor o guarda-redes do Manchester United.

Em 1968/69 o Benfica faz mais uma dobradinha. A final da Taça de Portugal é vencida frente à Académica de Coimbra, num encontro marcado por grande importância política, devido à oposição dos estudantes ao regime ditatorial. Nas modalidades, o hóquei em patins e o basquetebol destacam-se ambos com seis campeonatos conquistados. Nesta década o Benfica vence por três vezes a Volta a Portugal.

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A década de 1970

Após mais uma Taça de Portugal em 1969/70 vencida na final sobre o Sporting por 3–1, em 1970 chega o inglês, Jimmy Hagan, que impulsionaria o clube para três anos dourados. Em 1970/71 o Benfica recupera de uma grande desvantagem no campeonato, para o vencer, ao passo que na época seguinte junta ao Campeonato a Taça de Portugal. A final revelou-se uma das mais emotivas de sempre, com o Benfica a vencer o eterno rival Sporting por 3–2, no prolongamento, com um hat-trick de Eusébio.

Também na Europa o Benfica se destaca, com especial atenção para uma vitória de 5–1 sobre o Feyenoord, mas a caminhada europeia terminaria nas meias-finais da TCE, aos pés do Ajax de Johan Cruyff. Em 1972/73 o Benfica torna-se no mais perfeito campeão da história do futebol português. 28 vitórias, dois empates, zero derrotas, 101 golos marcados, apenas 13 sofridos, o primeiro campeonato invicto da história do futebol português. Este resultado só veio a ser igualado anos mais tarde, em 2010/2011, pelo rival FC Porto, ainda que este tenha cedido mais um empate.

Contudo, Jimmy Hagan abandona o Benfica no início da época seguinte e em 1973/74 o Benfica nada vence. Dá-se entretanto a Revolução dos Cravos, o que traz implicações para o clube encarnado: perde as colónias como campo de recrutamento, numa altura em que o Benfica apenas utilizava jogadores portugueses.

As dificuldades económicas que atingem o país também afectam o Benfica que é pela primeira vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro. De qualquer maneira, o Benfica atinge o quarto tricampeonato consecutivo entre 1975 e 1977, atingindo a impressionante soma de 14 campeonatos em 18 anos. Contudo, entre 1978 e 1980 o Benfica fica três anos sem vencer o campeonato. Em 1977/78, apesar de fazer novo percurso invicto, perde o título para o FC Porto por diferença de golos; em 1978/79 fica a um ponto da liderança e em 1979/80 termina na terceira posição embora regresse aos títulos com a vitória na final da Taça de Portugal sobre o FCPorto por 1-0.

A 7 de Abril de 1979 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique. Tal sequência de maus resultados terá contribuído para a decisão dos sócios na assembleia geral de 1 de Julho de 1979, de permitir que o Benfica passasse a poder contratar jogadores estrangeiros. O primeiro foi o brasileiro Jorge Gomes. Entretanto, nas modalidades, são inauguradas as Piscinas e o Pavilhão Borges Coutinho e no voleibol feminino fica famosa a equipa conhecida como "As Marias", que vence nove campeonatos consecutivos entre 1966 e 1975. A 29 de Agosto de 1979 num jogo de início de campeonato, em que o Benfica recebia o Vitória de Setúbal, no minuto 72, o técnico Mário Wilson mexe na equipa, tira Fernando Chalana e faz entrar o carioca Jorge Gomes da Silva Filho, o primeiro jogador estrangeiro a alinhar pelo Benfica. Poucos dias depois, em Vila do Conde, Jorge Gomes tornava-se no primeiro estrangeiro a marcar pelo Benfica no triunfo por 3-0 sobre o Rio Ave.

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A década de 1980

O Benfica abriu a década de 1980 com novo pleno nacional: Campeonato, Taça de Portugal 3–1 ao FC Porto na final e a Supertaça Cândido de Oliveira, pela primeira vez na história do clube. Contudo, a época seguinte foi negativa. O Benfica nada venceu e era chegada a altura de escolher novo treinador. Da Suécia chegou um jovem treinador chamado Sven Göran Eriksson que iria revolucionar o futebol benfiquista e por extensão o futebol português.

Com métodos novos e modernos para a época, e apoiado por um conjunto de grandes jogadores, o Benfica faz nova temporada de ouro. Conquista o Campeonato, a Taça de Portugal 1–0 ao FC Porto, em jogo disputado no Estádio das Antas e chega à final da Taça UEFA. Contudo, infelizmente não foi possível juntar a Taça UEFA a estas duas conquistas, pois o SL Benfica perdeu em Bruxelas frente ao Anderlecht por 1–0 e na 2 mão já em Lisboa acabaria por empatar 1–1.

Na época seguinte, após conseguir o bicampeonato, Eriksson parte para a AS Roma. O pós-Eriksson revela-se, contudo, difícil e o Benfica falha os títulos de 1984/85 e 1985/86. Porém, não falha nos outros troféus, já que conquista neste período as duas edições da Taça de Portugal em disputa 3–1 ao FC Porto e 2–0 ao Belenenses nas finais a que junta uma Supertaça Cândido de Oliveira. Entretanto, durante o mandato de Fernando Martins, o terceiro anel do Estádio da Luz é fechado, aumentando a capacidade para uns impressionantes 120 000 lugares.

Em 1986/87, o Benfica sofre a maior goleada de sempre aos pés do Sporting 1–7, mas "vinga-se" meses depois com vitórias sobre o eterno rival na final da Taça de Portugal 2–1 e no campeonato no jogo que lhe dá o título, conquistando assim a dobradinha pela nona vez na sua História. O Benfica vencia a prova rainha pela terceira vez consecutiva e a sexta em oito anos. Em 1987/88, o Benfica falha o bicampeonato, mas volta a brilhar na Europa, atingindo 20 anos depois da final de Wembley de 1968, a final da Taça dos Campeões Europeus. Num jogo muito renhido, o Benfica acaba por perder a final nas grandes penalidades para o PSV.

No ano seguinte o Benfica recupera o título de campeão e, em 1989/90, já com Eriksson de volta, para além de vencer uma Supertaça, o Benfica atinge novamente a final da TCE. Só que, mais uma vez, volta a perder, desta vez para o AC Milan por 1–0. Nas modalidades, arranca, nos finais da década a hegemonia do basquetebol que duraria até meio da década de 1990.

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A década de 1990

O Benfica arranca a nova década com um campeonato quase perfeito 32 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, em que o título foi assegurado com uma vitória no Estádio das Antas, por 2–0, com ambos os golos a serem marcados já perto do fim, por César Brito. Contudo, 1991/92 revela-se uma época sem títulos, com apenas um ponto alto uma vitória sobre o campeão inglês Arsenal, em Highbury, por 3–1, para uma eliminatória da TCE e Eriksson abandona novamente o clube. Na temporada seguinte, apesar de ter uma equipa cheia de talento, falha novamente o título. Vinga-se na Taça de Portugal, derrotando na final o Boavista por 5–2.

Em 1993/94, chega ao 30.º Campeonato da sua História, com o título a ser praticamente assegurado com uma esmagadora vitória por 6–3 ao Sporting no Estádio José Alvalade. Contudo, este ano marca um ponto de viragem, já que as dificuldades económicas levam o Benfica a entrar numa crise financeira e desportiva profunda, que duraria até ao inicio do século XXI. Em 1994/95, o Benfica não vai além da terceira posição no campeonato e em 1995/96 fica-se pelo segundo lugar.

Contudo, esta época acaba num bom plano, já que o Benfica vence mais uma Taça de Portugal, desta vez derrotando o Sporting por 3–1 na final. Na época seguinte, nova má classificação no campeonato terceiro lugar e nova presença no Jamor, mas desta vez para perder a Taça para o Boavista por 2–3.

A crise vai-se aprofundando e o Benfica continua longe do título. Segundo lugar em 1997/98 e terceiro lugar em 1998/99 e em 1999/00. Nesta época, o Benfica sofre a maior derrota europeia da sua História, sofrendo sete golos aos pés do Celta de Vigo. Durante estes anos as dívidas do clube foram-se acumulando, e quase todos os anos se via a contratação de um novo treinador e a contratação de jogadores de alto preço, mas de baixo desempenho. Nas modalidades, destaca-se o basquetebol, o hóquei em patins e o ciclismo.

O basquetebol vive um período dourado entre 1985 e 1995 em que conquista dez campeonatos em onze possíveis Sete deles de forma consecutiva. O hóquei em patins, ganha cinco Campeonatos e uma Taça CERS. O ciclismo, vence a Volta a Portugal de 1999, por equipas e individual com o ciclista David Plaza.

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Os anos de reconstrução

O novo milénio não começou bem para o Benfica, 2000/01 é a pior época da História do clube, já que o Benfica termina o campeonato num inacreditável e humilhante sexto lugar, tendo no campeonato seguinte não feito muito melhor, ficando-se pela quarta posição.

Em 2002/03 o Benfica recupera sob a presidência de Manuel Vilarinho e sobe para a segunda posição. Em 2003/04, com um novo presidente, Luis Filipe Vieira, e com o treinador José Antonio Camacho, a época do centenário do clube marca o seu regresso às conquistas: conquista o primeiro título em oito anos, a Taça de Portugal, que é conquistada com uma vitória por 2–1, no prolongamento, sobre o FC Porto de José Mourinho.

Esta época fica, também, marcada pela inauguração do novo Estádio da Luz, com capacidade para 65 000 pessoas e pelo triste falecimento de Miklós Fehér, enquanto envergava a camisola do clube numa partida em que o Benfica defrontava o Vitória de Guimarães para a Liga Portuguesa, a 25 de Janeiro de 2004.

Em 2004/05, orientado pelo conceituado e experiente técnico italiano Giovanni Trapattoni, ganha o primeiro campeonato nacional em onze anos, servindo o título de campeão para acabar com esses anos de "jejum".

Num título disputado até à última jornada, uma vitória sobre o Sporting por 1–0 com golo de Luisão na penúltima jornada garante praticamente o 31.º Campeonato. Em 2005/06 conquista a Supertaça Cândido de Oliveira pela quarta vez na sua história. Na Liga dos Campeões de 2005/06, o Benfica chega aos quartos-de-final, derrotando o Manchester United por 2–1 no encontro decisivo da fase de grupos.

Nos oitavos-de-final da competição superou os campeões europeus em título, o Liverpool com um resultado agregado de 3–0. A caminhada europeia do Benfica acaba nos quartos-de-final quando o Benfica perde com a equipa que viria a vencer a competição, o Barcelona por um resultado agregado de 2–0, tendo os dois golos sido marcados durante a segunda mão, em Camp Nou.

Em 2006/07, Benfica e Manchester United encontram-se novamente num jogo decisivo da fase de grupos da Liga dos Campeões, no qual o vencedor iria avançar à fase seguinte. No entanto, desta vez foi o Manchester United que prevaleceu, com uma vitória por 3–1. A 20 de Agosto de 2007, José Antonio Camacho regressa ao Benfica com um contrato de dois anos, após a demissão de Fernando Santos, depois de este apenas ter realizado uma partida no campeonato, um empate com o recém-promovido Leixões. Na Liga dos Campeões ficou-se pela fase de grupos, sendo rebaixado para a Taça UEFA e sendo eliminado nos oitavos-de-final pelo Getafe.

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Camacho viria a demitir-se alguns meses depois, em Março, deixando o Benfica 14 pontos atrás do líder FC Porto no campeonato, acabando o Benfica por não conseguir ficar nos três primeiros lugares e, consequentemente, ficando fora da Liga dos Campeões da época seguinte. A 22 de Maio de 2008, o Benfica anuncia o ex-treinador do Valência, Quique Flores como o novo treinador do clube para a nova temporada.

Contudo, Quique Flores não viria a ter sucesso no Benfica, tendo apenas conquistado a primeira Taça da Liga do clube, ficando-se pelo terceiro lugar no campeonato, pela 5.ª Eliminatória na Taça de Portugal, caindo aos pés do Leixões nas grandes penalidades 5–4, e pela fase de grupos na Taça UEFA. Durante a passagem de Quique Flores no Benfica, o clube lançou a Benfica TV, o canal de televisão do clube, durante um jogo da Taça UEFA com o Nápoles.

Nas modalidades, destacou-se primeiro o hóquei em patins, com várias conquistas e grandes exibições, mas também o voleibol, o basquetebol e o andebol. Neste milénio, em 2001, foi criada a secção de futsal, tendo começado na Segunda Liga, subindo à Primeira Liga logo no primeiro ano de existência, tendo, no segundo ano, na principal Liga Portuguesa, conquistado o Campeonato Nacional. Desde então já ganharam mais quatro Campeonatos e várias Taças e Supertaças.

No voleibol, após vários anos sem conquistar qualquer título, em 2004/05 conquistou o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal, enquanto que no andebol, em 2007/08, após 18 anos de "jejum", chega à conquista do Campeonato e, em 2008/09, à da Taça da Liga. No basquetebol surge o título de Campeão Nacional na época 2008/09, troféu que fugia há mais de uma década.

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O Benfica de Jorge Jesus Época 2009–2010

Quando chegou a época 2009/10 houve mudanças notórias no clube com a substituição de Quique Flores por Jorge Jesus que então treinava o SC Braga. Com a chegada do ex-treinador do Sporting de Braga, chegam também jogadores como Saviola[84] e Javi García, comprados ao Real Madrid, Ramires, comprado ao Cruzeiro e Fábio Coentrão que se manteve no plantel, não sendo emprestado como em épocas anteriores. A essas contratações, juntou-se a venda e dispensa de inúmeros jogadores medianos, tais como Yebda, Balboa, Binya e Katsouranis. Com uma série de bons resultados no inicio de 2009/10, com um futebol de ataque de tirar o fôlego, e goleadas na Liga A maior é na terceira jornada ao Vitória de Setúbal por 8–1, um resultado que há muito não se via em Portugal, Jorge Jesus e os seus jogadores trouxeram um sentimento de euforia aos adeptos benfiquistas, que não se via desde que o clube venceu o título em 2004/05.

Este sentimento de emoção e paixão renovada entre os benfiquistas resultou em grande esperança nas competições nacionais Campeonato, Taça de Portugal, e Taça da Liga, bem como na Europa na Liga Europa. Com o progresso do campeonato português a excitação entre os benfiquistas e intriga dos adeptos rivais levou a altas assistências, tanto no Estádio da Luz e como nos estádios das equipas adversárias por todo o país.

A 21 de Março de 2010, chega a primeira prova sólida do trabalho de Jorge Jesus no Benfica com a conquista do primeiro troféu, uma vitória por 3–0 na final da Taça da Liga contra o arqui-rival FC Porto num jogo completamente dominado pelo Benfica, que conseguiu conceder a seus rivais a segunda derrota na temporada. Na Liga Europa, o clube derrota o Hertha de Berlim nos dezasseis-avos-de-final e passa aos oitavos-de-final. Segue para os quartos-de-final depois de uma vitória ao Marselha por 2–1 no Stade Vélodrome, recuperando de uma resultado pouco favorável em casa 1–1.

A 1 e 8 de Abril, o Benfica jogou com o Liverpool nos quartos-de-final da Liga Europa. Em Lisboa, no Estádio da Luz, o Benfica derrotou o clube inglês por 2–1. No entanto, apesar do resultado positivo na primeira mão da disputa, o Benfica foi derrotado por 4–1 em Anfield Road e acaba o seu sonho europeu. Após um final de época de muito suspense, a 9 de Maio de 2010, vence a partida final do campeonato contra o Rio Ave e torna-se campeão nacional, algo que não acontecia desde 2004/05.

Óscar Cardozo marcou dois golos no jogo, o que fez dele o melhor marcador da temporada com 26 golos. No final da temporada, o Benfica terminou cinco pontos à frente do vice-campeão, o Sporting de Braga que fez o melhor campeonato da sua História com 76 pontos em 90 possíveis. Durante o Campeonato Português 2009/2010, o Benfica teve um registo de 24 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 78 golos marcados e apenas 20 sofridos. Sendo o campeão português de 2009–10, o Benfica garantiu a entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões 2010/11.

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Época 2010–2011

No inicio da temporada 2010/11, o Benfica falha um objectivo da temporada, quando a 7 de Agosto de 2010, perde a Supertaça Cândido de Oliveira para o rival FC Porto.Durante esta época, a 24 de Fevereiro de 2011, vence pela primeira vez na Alemanha ao vencer por 2–0, o Estugarda na Liga Europa de 2010/11 e supera o recorde de vitórias consecutivas que tinha sido atingido em 1972/73, pelo Benfica de Jimmy Hagan com dezesseis vitórias consecutivas.

A 14 de Abril de 2011, o Benfica chega à sua primeira meia-final europeia em 18 anos, após ultrapassar o Estugarda, o Paris Saint-Germain e PSV Eindhoven onde enfrentou o Sporting de Braga a 28 de Abril e a 5 de Maio de 2011, depois de ser eliminado da Liga dos Campeões, terminando em terceiro lugar no seu grupo, qualificando-se assim para a Liga Europa. No entanto, após vencer em casa por 2–1, o Benfica perdeu em casa dos "minhotos" por 1–0 e falha a final europeia.

O segundo ano de Jorge Jesus no clube foi considerado um fracasso, tendo o clube o pior início de campeonato de todos os tempos,[98] perdendo três dos seus quatro primeiros jogos dando ao FC Porto uma vantagem considerável, mas apesar de estar praticamente afastado do título, o Benfica nunca deixou de acreditar que poderia revalidar o estatuto de campeão.

Assim sendo, após ser goleado no Porto, o Benfica pareceu "despertar", regressando às vitórias e alcançando uma impressionante série de vitórias consecutivas, algumas com reviravoltas nos últimos minutos do jogo. No entanto, para a Taça de Portugal, chegou mais longe do que na época transata, conseguindo alcançar as meias-finais defrontando o FC Porto. Depois de uma vitória dos encarnados por 2-0 no Dragão na 1ª mão, os azuis e brancos foram à Luz vencer por 3-1 3-3 no conjunto das duas mãos e o Porto chega à final do Jamor devido aos golos marcados no terreno do rival. O Benfica ficou em segundo lugar, atrás do FC Porto, com uma marca histórica de 21 pontos atrás do líder.

O único sucesso da equipa foi a Taça da Liga, onde venceu o Sporting por 2–1 na meia-final, apurando-se para a final, que foi disputada no Estádio Cidade de Coimbra. Na final defrontou o Paços de Ferreira, vencendo por 2–1 com golos de Franco Jara e Javi García.

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Época 2011–2012

  Com o objectivo de recuperar o título de campeão perdido no ano anterior, o Benfica apostou numa "revolução" no plantel, vendendo e emprestando alguns jogadores que não eram escolha frequente e contratando nomes como Artur Moraes, Bruno César, Garay, Nolito e Witsel. Com os novos jogadores, o Benfica tinha em mente realizar o melhor início de campeonato possível, conseguindo ficar com os mesmos pontos que o primeiro classificado durante bastantes jornadas.

Esta situação verificou-se até à 14ª jornada, quando o Benfica, aproveitando o empate do FC Porto com o Sporting, venceu a União de Leiria e assumiu a liderança. Mesmo conseguindo uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o Sport Lisboa e Benfica não conseguiu manter a liderança até ao final do campeonato. Ao perder cinco pontos em duas jornadas, o Benfica desperdiçou a hipótese de recuperar o título. Ficou-se pelo 2º lugar, conseguindo a terceira qualificação consecutiva para a Liga dos Campeões. Na Liga dos Campeões, após passar duas eliminatórias, qualificou-se para a fase de grupos, onde foi primeiro classificado do Grupo C, superando equipas como o Manchester United, o Basileia e o Oţelul Galaţi. Nos oitavos-de-final, após ser derrotado por 3-2 na Rússia, venceu o Zenit por 2-0 na segunda mão e qualificou-se para a fase seguinte, algo que não acontecia desde 2005/06. Nos quartos-de-final foi eliminado pela equipa que viria a tornar-se campeã da Europa, o Chelsea, numa eliminatória onde as arbitragens foram muito contestadas pelos "encarnados". Na Taça de Portugal, ficou pelos oitavos-de-final, sendo eliminado pelo Marítimo ao perder por 2-1 no Estádio dos Barreiros e na Taça da Liga sagrou-se tetra-campeão, reforçando o seu estatuto como clube com mais edições desta competição conquistadas até à data.

Época 2012–2013

  Esta época fica marcada pelo regresso às finais europeias e pelo falhanço na conquista dos principais troféus. Nas competições nacionais, o Benfica perdeu o campeonato nos últimos jogos, depois de o ter comandado durante a maior parte das jornadas. A vitória na última jornada 3-1 contra o Moreirense foi insuficiente para ultrapassar o FC Porto depois dos resultados menos bons das 2 jornadas anteriores e o Benfica terminou na segunda posição a apenas 1 ponto do campeão. Na Taça de Portugal o Benfica atingiu a final mas perdeu-a face ao V. Guimarães 1-2 e na Taça da Liga foi afastado da final nas grandes penalidades frente àquele que mais tarde ganharia a competição, o SC Braga.

Nas competições europeias, o Benfica começou na Liga dos Campeões mas ao ficar no terceiro lugar do grupo passou para os 16-avos-de-final da Liga Europa onde, após eliminar o Bayer Leverkusen, o Bordéus, o Newcastle e o Fenerbahçe, chegou à final, perdendo-a 1-2 para o Chelsea. Uma coincidência transversal à parte final da época em algumas destas competições nomeadamente Campeonato e Liga Europa foi a cedência de golos já no período de descontos o que causou directa e indirectamente a perda desses troféus. Em termos de mudanças no plantel destacam-se as contratações de Ola John, Enzo Pérez de regresso após empréstimo, Lima e Salvio, que regressou após o empréstimo da época 2010/2011. As saídas mais marcantes financeiramente foram as de Bruno César, Javi García e sobretudo Witsel, mas a saída do mal-amado Emerson foi alvo de destaque também, especialmente pelos adeptos.

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Época 2013–2014

  Foi um início difícil para a equipa do Benfica pelo facto de na época anterior ter perdido Campeonato, a final da Taça de Portugal e a final da Liga Europa. Ainda assim e apesar da forte contestação da massa adepta, Jorge Jesus continuou como treinador, devido ao voto de confiança do presidente, Luís Filipe Vieira. Jesus renovou contrato por duas épocas. O Benfica começou o Campeonato com uma derrota na Madeira frente ao Marítimo por 2-1.

Depois, foi eliminado da Liga dos Campeões na fase de grupos, embora tivesse amealhado os 10 pontos tradicionalmente suficientes para passar aos Oitavos de Final. O primeiro grande teste da época foi o desafio contra o Sporting para a Taça de Portugal, no Estádio da Luz que as "águias" venceram por 4-3 após prolongamento com hat-trick de Cardozo na primeira parte e de Luisão. Com o passar do tempo, a equipa foi ganhando confiança e estabilidade, sobretudo defensiva muito graças às atuações do capitão, Luisão, e também de Siqueira, o lateral esquerdo que o Benfica procurava depois da saída de Fábio Coentrão para o Real Madrid.

Com o principal objetivo bem definido, vencer o campeonato nacional, a equipa mostrava-se unida, humilde e guerreira, demostrando-o ainda mais depois da morte do maior símbolo do clube e da Seleção Nacional, Eusébio da Silva Ferreira, em janeiro de 2014. O falecimento do Pantera Negra, foi em semana de clássico e mais uma vez a equipa uniu-se e fez das adversidades, forças e dedicou o triunfo por 2-0 sobre o FC Porto golos de Rodrigo e Garay, ao Rei Eusébio. A 16 de abril de 2014, o Benfica garante o regresso ao Jamor depois de vencer o FC Porto por 3-1 3-2 no conjunto das duas mãos. A 20 de abril de 2014, e quando ainda faltavam disputar 2 jornadas, o Benfica recebeu e venceu o Olhanense por 2-0, com um bis de Lima e sagrou-se campeão nacional pela 33ª vez perante 64 mil pessoas no estádio e muitos milhares no maior palco da festa em Lisboa, o Marquês de Pombal.

A 27 de abril de 2014, o Benfica vence o FC Porto, para a Taça da Liga, por 4-3 na marcação de Grandes Penalidades, após o nulo nos 90 minutos de jogo, qualificando-se assim para a final. A 1 de maio de 2014 o Benfica regressa as finais europeias pelo 2º ano consecutivo a décima final após ter vencido no conjunto das duas mãos por 2-1 a Juventus, mas a 14 de maio, o Benfica perde a sua 8ª final europeia consecutiva frente ao Sevilha 4-2 após grandes penalidades, após dominarem totalmente o jogo mas em que o grande herói tinha sido Beto, o guarda-redes da equipa espanhola. As principais figuras do título de campeão nacional foram Luís Filipe Vieira, que reforçou o plantel e manteve a confiança no treinador, e Jorge Jesus, que teve de encontrar soluções para as diversas lesões de jogadores fulcrais e ainda fazer substituir Matic que inevitavelmente saiu no mercado de inverno.

Após a conquista do 33º Campeonato Nacional, o SL Benfica garantiu presença na Supertaça de Portugal frente ao Rio Ave, o mesmo adversário das finais da Taça da Liga e Taça de Portugal. A 7 de Maio, o Benfica ganhou a sua 5ª Taça da Liga novo recorde ao derrotar o Rio Ave por 2-0, com os golos de Rodrigo e Luisão. A 18 de Maio, o Benfica venceu a sua 25ª Taça de Portugal novo recorde frente ao Rio Ave por 1-0, com um golo de Nico Gaitán. Com esta conquista, o Benfica tornou-se no primeiro clube português a conquistar a tripla de Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga, e também conseguiu a sua 10ª dobradinha novo recorde.

Época 2014-2015

Depois de uma pré-época fracassada, o Benfica começou a época com a chave de ouro com a conquista da Supertaça a 10 de agosto frente ao Rio Ave 0-0, 3-2 após penaltis e tornou-se na única equipa a vencer todas as competições nacionais em Portugal. A maior desilusão foi a Champions, ao ficarem em último lugar num grupo acessível Mónaco, Bayer Leverkusen e Zenit apenas com 5 pontos. Na Taça de Portugal foram eliminados nos oitavos-de-final em casa frente ao Braga 1-2 e no campeonato seguiam imparáveis com uns brilhantes 46 pontos ao fim da 1ª volta apenas com um empate caseiro frente ao rival Sporting e uma derrota em Braga e com uma importante vitória no Dragão.

Jesus ainda se teve a ver com as saídas de vários jogadores Enzo Peréz, Rodrigo, Mátic, Cardozo, Garay, Markovic, o goleiro Artur que seria substituido por Júlio César, um dos guarda-redes mais premiados da história do futebol mundial mas com destaque para a contratação de Jonas que juntamente com Lima formava a dupla goleadora mas que perdera o prémio de melhor marcador para Jackson Martinéz devido à chegada tardia de Jonas ao Benfica.

Na primeira jornada da 2ª volta poderiam ter aumentado a vantagem para o FC Porto de 6 para 9 pontos depois de os dragões terem perdido na Madeira 1-0 frente ao Marítimo, mas os encarnados perderam na Mata Real contra o Paços de Ferreira, 1-0 com um penálti sofrido ao último minuto de jogo e o campeonato ficou relançado, entretanto, duas jornadas depois os encarnados arrancam um empate a ferros em Alvalade ao último minuto de jogo por intermédio de Jardel e reduzem a vantagem para 4 pontos. As águias voltam a tropeçar à 26ª jornada em Vila do Conde 2-1 contra o Rio Ave e podiam ver o FC Porto reduzir a vantagem para apenas 1 ponto, mas os dragões não conseguem ir além de um empate na Choupana contra o Nacional, mas conseguiu reduzir a desvantagem para 3 pontos.

Entretanto, a 4 jornadas do fim jogava-se o titulo na Luz, que resultou num nulo entre o Benfica e o Porto deixando o Benfica a um pequeno passo de conquistar o 34º título da sua história, bastava apenas ganhar os restantes jogos que faltavam ou fazer os mesmos pontos que os dragões. O título seria confirmado à penúltima jornada com um empate 0-0 dos encarnados em Guimarães graças a um empate do Porto no Restelo 1-1 contra o Belenenses. A festa encarnada começou na cidade Berço e desenvolveu-se de norte a sul do País e pelo mundo. Para além do campeonato, os encarnados conquistaram a 6ª taça da Liga e a 5ª da era Jorge Jesus frente ao Marítimo 2-1, com golos de Jonas e Ola John. Da mudança de Jorge Jesus para Alvalade à vinda de Rui Vitória para a Luz

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Época 2015-2016

Pouco depois da época transata ter acabado, Jorge Jesus troca os encarnados pelo rival Sporting que entretanto já tinha despedido Marco Silva logo a seguir à conquista da Taça de Portugal e Luís Filipe Vieira contrata Rui Vitória vindo do Vitória de Guimarães, clube ao qual ajudou a conquistar uma Taça de Portugal, precisamente frente ao Benfica de Jorge Jesus. A mudança de Jorge Jesus da Luz para Alvalade gerou muita polémica entre adeptos, equipa técnica e dirigentes desportivos. Luis Filipe Vieira e Bruno de Carvalho, presidentes do Benfica e do Sporting respetivamente têm-se envolvido mutuamente em duras trocas de palavras devido ao facto de o presidente leonino acusar o Benfica de corrupção aos árbitros, de lhes oferecer jantares e prendas e de ter rompido o contrato com Jorge Jesus e, consequentemente, tê-lo mandado embora. Tal como os presidentes, os técnicos Rui Vitória e Jorge Jesus também se têm envolvido numa dura troca de palavras.

Já os adeptos benfiquistas e a equipa técnica encarnada considera que Jorge Jesus traiu o Benfica e violou o contrato que acabava no final do mês de junho, pelo que o caso anda a ser tratado em tribunal. Depois de uma pré-época desastrosa à qual o Benfica não conquistou uma única vitória, o primeiro teste oficial dos encarnados é a Supertaça, a 9 de Agosto precisamente contra o Sporting de Jorge Jesus, no Estádio do Algarve. Os leões levam a melhor sobre o Benfica e vencem por 1-0 com um golo de Teo Gutiérrez aos 53 minutos. Jorge Jesus conquistava assim o seu primeiro trófeu ao serviço dos leões, frente ao seu antigo clube.

Depois disto, Jorge Jesus tem feito registos históricos pelo Sporting nos jogos contra o Benfica que têm sido negativos para os encarnados. No seu regresso ao estádio da Luz, a 25 de outubro para o campeonato, o Sporting consegue a sua maior vitória no terreno do rival dos últimos 68 anos 0-3, vencendo assim o seu antigo clube pela 2ª vez consecutiva. Mais tarde, a 21 de novembro, o Sporting recebe o Benfica em Alvalade num jogo a contar para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Os encarnados inauguraram o marcador logo aos 6 minutos com um golo de Mitroglou mas rapidamente perdem o controlo do jogo e os leões empatam poucos minutos antes do intervalo.

O jogo só se decidiu no prolongamento com um golo de Slimani aos 112 minutos, num jogo com muita polémica devido a uma suposta agressão de Slimani a Samaris e que dava direito a penálti mas este último acabou por ser expulso devido a acumulação de amarelos. Jorge Jesus vencia assim o seu antigo clube pela 3ª vez consecutiva e num curto espaço de tempo, algo que já não acontecia há mais de 62 anos.

Na Champions, ao contrário das últimas épocas, o Benfica tem sido feliz num grupo com mais dificulades que na época transata Atlético de Madrid, Galatasaray e Astana. Logo no 1º jogo os encarnados entram com o pé direito com uma vitória frente aos cazaques do Astana 2-0 na Luz. No jogo seguinte vencem historicamente em Espanha país onde já não venciam há 33 anos, no estádio Vicente Calderón o Atlético de Madrid por 2-1 num jogo em que Gaitán e Gonçalo Guedes brilharam ao fazer os tentos dos encarnados, sendo assim líderes destacados do grupo. Ao 3º jogo, depois de um bom inicio na Turquia, os turcos do Galatasaray operam a reviravolta ainda na 1ª parte e o apuramento ficava quase em risco mas no jogo seguinte o Benfica bate a equipa turca na Luz num jogo em que Luisão brilhou e eram novamente líderes do grupo devido a um empate dos "colchoneros" em Astana.

No penúltimo jogo, o Benfica faz a sua maior viagem pela Europa para ir ao Cazaquistão defrontar o Astana, uma vitória dos encarnados garantia a qualificação imediata para os oitavos-de-final da prova mas só conseguem um empate a duas bolas com dois golos de Raúl Jimenez depois de terem estado a perder por 2-0 mas o Atlético vence o Galatasaray e o Benfica qualifica-se para a próxima fase da prova 4 épocas depois. No último jogo do grupo, o Benfica recebe o Atlético e disputava-se apenas o primeiro e o segundo lugar do grupo, bastava apenas o empate para o Benfica ficar em primeiro mas os "colchoneros" levam a melhor 1-2 e o Benfica caí para segundo, ficando assim no meio de adversários poderosos Barcelona, Bayern Munchen, Real Madrid, Manchester City, Chelsea. Apenas os alemães do Wolfsburg e os russos do Zenit eram adversários agradáveis ao Benfica, apesar de também serem boas equipas e no sorteio dos oitavos-de-final o Benfica consegue mesmo escapar aos "tubarões europeus" ao calhar-lhes jogar com o Zenit de Villas-Boas e ganha ambos os jogos: 1-0 na Luz e 2-1 em São Petersburgo e o Benfica chega aos quartos de final da prova milionária.

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Dados gerais

Fundação: 28 de Fevereiro de 1904 SAD: 10 de Fevereiro de 2000 Número de sócios: Cerca de 255 000 Estádio: Do Sport Lisboa e Benfica – Popularmente conhecido como Estádio da Luz, Catedral ou Inferno da luz Lotação oficial: 65 400 Dimensões do Relvado: 105 x 68 metros Presidente: Luís Filipe Vieira, eleito em 3 de Novembro de 2003 – 33.º presidente – reeleito para um 4º mandato, a 26 de Outubro de 2012

O Benfica ganhou 34 Campeonatos de Futebol, 28 Taças de Portugal/Campeonatos de Portugal, 4 Supertaças e 5 Taças da Liga – sendo assim o clube com mais vitórias no total das competições a nível nacional – em comparação com o FC Porto, que ganhou 27, 20, 19 e 0 e o Sporting, que ganhou 18, 19, 7 e 0 respectivamente. A nível internacional, conquistou duas Taças dos Campeões Europeus, ambas no início dos anos sessenta 1960/61 e 1961/62, a segunda delas com a ajuda do lendário Eusébio, um eterno símbolo benfiquista, que após o final da sua carreira se tornou um embaixador itinerante do Benfica e de Portugal.

O Benfica é a equipa portuguesa que movimenta mais adeptos, dentro e fora de Portugal. O Benfica encontra-se entre as equipas mais populares do mundo com uma estimativa de 14 milhões de adeptos. Clubes como São Paulo, Corinthians, Flamengo e Santos que concentram bastantes adeptos no Brasil ou Real Madrid, Juventus, Barcelona e Manchester United, que possuem popularidade além fronteiras são dos poucos clubes que possuem como o Benfica uma massa adepta superior a dez milhões.

Segundo um relatório da UEFA, o SL Benfica é o clube europeu que maior percentagem de adeptos concentra no seu país, reunindo 47 por cento das preferências à frente dos 45 por cento do Steaua de Bucareste, na Roménia.

O que ajudou o crescimento do Benfica foi a própria história do clube que conta como factos de solidariedade a fundação do Estádio da Luz que levou a população benfiquista a ajudar o clube a pagar os custos da construção do seu antigo estádio, através de doações e mesmo oferta de trabalho ou as grandes exibições "à Benfica", em particular contra equipas europeias ou em confrontos com rivais. O seu antigo jogador, Eusébio, considerado por muitos como um dos melhores jogadores de sempre, recebeu vários prémios internacionais de entidades prestigiadas FIFA, UEFA, BBC, IFFHS, etc. e de revistas da especialidade France Football, Placar, etc..

Adeptos

Em Portugal, existe uma forte base de portugueses que dizem ser adeptos ou simpatizantes do Benfica cerca de cinco milhões. Quase todos os municípios de Portugal têm a sua própria Casa do Benfica. As Casas do Benfica também podem ser encontradas em muitas cidades de países de todo o mundo como Andorra, Angola, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Cabo Verde, Inglaterra, França, Alemanha, Guiné-Bissau, Luxemburgo, Macau, África do Sul, Suíça e Estados Unidos.

O Benfica tem uma base de fãs em todas as regiões de Portugal e um total de 14 milhões de adeptos pelo mundo. Os adeptos do Benfica frequentemente denominam-se de benfiquistas, a fim de mostrar a sua dedicação ao clube. Associados Desde 2004/05, quando conquistou o campeonato, o clube têm visto um aumento significativo dos sócios. Em Abril de 2006, o número de sócios do clube ultrapassou os 160 mil, tendo em Julho de 2006, ultrapassado o número do Manchester United.

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O número, a 30 de Dezembro de 2006, oficial de sócios pagantes era de 160 398, o que faz atualmente do clube o maior do mundo nesta área. Nesse dia, o clube entrou para o Livro dos Recordes do Guinness pelo feito alcançado e desde 2006 que o Benfica é o clube com mais associados sócios activos no mundo. As receitas provenientes do pagamento das quotas representaram 12% do proveitos totais do clube em 2005.

Cerca de 17% do número total de sócios são do sexo feminino. 56% dos sócios tem menos de 34 anos, sendo que 23% são menores. Em 2009, segundo a Football Finance, tinha cerca de 171 000 sócios, tendo o clube, a 30 de Setembro de 2009, anunciado que havia alcançado os 200 mil sócios pagantes. O crescimento do número de sócios deve-se ao facto de em Maio de 2004, o Benfica ter lançado uma "agressiva" campanha de marketing, conhecida como Kit Sócio, que aumentou o número de sócios de 94 714 para cerca de 245 000.

Como resultado disso, apenas cinco anos depois, o Benfica foi capaz de adicionar mais de 105 mil novos sócios aos 94 714 até então existentes, o que duplicou a receita vinda dos seus associados. Segundo a FIFA o clube tinha, em 2014, cerca de 235 000 sócios com quotas em dia o que mas uma vez lhe valeu a revalidação do título de "Maior Clube do Mundo".

Casas do Benfica

1914 marcou o início da expansão dos núcleos benfiquistas. Atualmente existem Casas do Benfica em todo o território português. Podem também ser encontradas em diversas cidades pelos cinco continentes e até em empresas. Nas Casas do Benfica pode-se regularizar as quotas de sócio de forma rápida e eficaz, comprar bilhetes para os jogos do Benfica e até votar nas eleições para a presidência do clube nas Casas do Benfica de Vila Nova de Famalicão, Coimbra, Évora e Faro os sócios podem votar por voto electrónico.

Claques organizadas

Como todos os grandes portugueses, o Benfica possui várias claques de adeptos. As principais são os No Name Boys e os Diabos Vermelhos, embora também haja outras pequenas claques, como o Grupo Manks. A primeira a ser criada foi a claque Diabos Vermelhos, que se formou em 1982. Todavia, a maior é a claque No Name Boys, que se formou a 4 de Março de 1992, fruto de uma cisão no seio da claque Diabos Vermelhos. Nenhum destes grupos organizados está legalizado, nem nunca manifestou intenção de se registar no Conselho Nacional do Desporto CND, pelo que não são legalmente apoiados pelo clube. No Name Boys Diabos Vermelhos

Economia

Várias personalidades portuguesas já comentaram sobre a relação entre a conquista do campeonato nacional pelo SL Benfica e a subida do PIB. Algumas das personalidades são inclusive pessoas com bons conhecimentos de economia. António Mexia, CEO da EDP, em 2013, chegou a comentar que achava bem o SL Benfica ser campeão, pois ele era da opinião que isso teria um efeito positivo no PIB. Estas declarações foram proferidas em entrevista à Antena 1 e Diário Económico.

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Analisando os últimos 20 anos, sempre que o SL Benfica foi campeão o PIB cresceu. Aliás, em três dos quatro títulos nacionais conquistados nesse período 1994, 2010 e 2014, o crescimento da economia foi sempre superior ao registado no ano anterior. Neste período a única excepção é 2005, pois em 2004 disputou-se o Euro 2004 em Portugal. Apesar do clube ter quebrado um jejum de 11 anos sem campeonatos, a economia cresceu apenas 0,8%, quando em 2004 havia expandido 1,6%.

Em relação à última década, o ano em que a economia mais cresceu foi em 2010, expandindo 1,9%, precisamente um ano em que o SL Benfica foi campeão. Em 2014 o campeonato conquistado tem também um significado simbólico, já que depois de três anos de troika, em que o FC Porto foi tricampeão e em que a economia esteve sempre em recessão -1,3% em 2011, -3,2% em 2012 e -1,4% em 2013, 2014 marca o regresso do crescimento em 1.2%. É inevitável fazer o paralelo com o que se passou há exactamente 20 anos. Em 1994, o último campeonato que o Benfica ganhou no século XX coincidiu com uma recuperação que pôs fim à maior recessão desde 1984. Nesse ano, a economia cresceu 1,5%, o que contrasta com uma queda de 0,7% do PIB em 1993. Olhando para o consumo privado, a tendência é muito semelhante, pois sempre que o Benfica foi campeão, o consumo teve um comportamento positivo. E, mais uma vez, só em 2005 é que cresceu menos do que no ano anterior – que foi, recorde-se, o ano do Euro 2004. Em 1994 o consumo expandiu 0,8%, em 2005 2,1%, em 2010 1,9% e em 2014 cerca de 1,3%..

Símbolos e cores

Na fundação do Sport Lisboa e Benfica ficou definido que o clube teria como símbolos fundamentais as cores vermelho e branco, uma águia e que adoptaria a divisa "E Pluribus Unum", de maneira a definir a união entre todos os associados. O emblema é composto por uma águia, que simboliza independência, autoridade e nobreza, um escudo com as cores do clube vermelho e branco, e a sigla SLB de "Sport Lisboa e Benfica" sobre uma bola de futebol, tudo sobreposto sobre uma roda de bicicleta que foi retirada do emblema do Grupo Sport Benfica e representa o ciclismo como uma das modalidades do clube. O lema do clube, "E Pluribus Unum", que em latim significa "De muitos, um", também está presente. Antes de cada partida em casa, uma águia-de-cabeça-branca, chamada Vitória, voa em torno do Estádio da Luz várias vezes, acabando por aterrar em cima do escudo benfiquista, completando o emblema e criando uma versão real do emblema do clube.

Estádio da Luz

O Estádio da Luz, oficialmente chamado como Estádio do Sport Lisboa e Benfica, é um estádio de futebol situado em Lisboa, com capacidade de 65 400.[141] Foi inaugurado a 25 de Outubro de 2003, num jogo entre o Benfica e o Nacional de Montevideo do Uruguai, sendo a partida vencida pelo Benfica por 2–1, com dois golos de Nuno Gomes.

É também conhecido como "A Catedral" pelos adeptos benfiquistas. O termo Luz refere-se, à paróquia da Igreja de Nossa Senhora da Luz. A sua construção deve-se ao facto de, no âmbito da realização do Euro 2004, o antigo Estádio da Luz um dos maiores estádios do mundo, com 120 000 lugares ser demolido, tendo sido construído em local adjacente, o novo estádio, com uma capacidade oficial de 65 400.

O Estádio da Luz foi palco de várias partidas do Euro 2004, incluindo a final. A autoria do projecto do novo estádio é da empresa australiana Populous, a mesma que projectou o Estádio Olímpico de Sydney e o Estádio do Algarve, entre outros e projectou este estádio para usar iluminação natural tanto quanto possível.

TEXTO WIKIPÉDIA

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